sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Oxossi, o caminho da consciência

No mês de janeiro são feitas aqui em São Paulo as comemorações ao nosso Pai Oxóssi. Em homenagem a esse amado Orixá vou fazer alguns comentários baseados no livro Teologia de Umbanda Sagrada na página 154 .


"O conhecimento é uma qualidade de Deus e Oxóssi sua divindade unigênita, pois ele é, em sí mesmo, o conhecimento divino que ensina todos a conhecerem a sí mesmos a partir do conhecimento sobre nosso Divino Criador Olorum."
"Olorum gerou em Si o conhecimento sobre tudo o que criou, e porque tem o conhecimento sobre toda a Sua criação, então o conhecimento assumiu a condição de uma qualidade Sua, à qual Ele imantou como uma dos mistérios da criação, já que gera em Si o conhecimento e é em Si onisciente ou conhecedor de tudo e de todos."



Nosso Pai Olorum é infinito em suas qualidades, e cada qualidade de Olorum é infinita também, pois ocupa todo o nosso universo e suas múltiplas dimensões. Sendo Oxóssi uma dessas qualidades, justifica-se o nosso amor e respeito por esse Orixá.
O conhecimento é algo que se conquista gradualmente e quando bem direcionado expande nosso entendimento sobre algo ou sobre nós mesmos.


Quando você entra na Umbanda, inicialmente você busca o conhecimento sobre as qualidades/funções dos Orixás e posteriormente percebe elas no seu jeito de ser e agir. Através de uma associação dessas informações com você mesmo, é que se percebe qual Orixá tem mais a ver com você, ou seja, qual a qualidade que mais se evidencia numa determinada pessoa.
Esse processo, nos chamamos na casa que eu freqüento de "achar o Pai/Mãe de Cabeça". Se você é realmente filho de Ogum, você vai manifestar em algum sentido as qualidades de Ogum, tais como: lealdade, caráter, compromisso, firmeza de propósito,etc. Esse exemplo serve para todos os Orixás pois, como filhos Deles, herdamos somente as qualidades. Os defeitos são nossos, certo?


Através do autoconhecimento a consciência se expande e muitas respostas são compreendidas.
Ou não é verdade que quando aprendemos mais sobre nossas emoções, nossas fraquezas e nossos vícios adquirimos força para vencê-los e transformá-los em qualidades. Já diz o ditado:"Conhecimento é Poder!".
Mas esse poder só é alcançado se nós nos estudarmos e nos observamos.
Pode-se afirmar que Oxóssi é o patrono daqueles que querem conhecer mais sobre sí mesmos.


"Seu magnetismo expande as faculdades dos seres, aguça o raciocínio e os predispõe a buscar a gênese das coisas...Logo, Oxossi é o estimulador natural dessa busca incessante sobre nossa própria origem divina."


Quem somos, de onde viemos, a que viemos e para onde vamos são questionamentos que permeiam a nossa espécie desde os tempos mais remotos e muitas pessoas tem se esforçado para descobrir algo mais sobre nós e o que nos cerca. Seja através de um livro, assistindo a uma palestra ou conversando com alguém mais experiente, pode-se dizer que Oxóssi é força que induz um buscador espiritual na sua caminhada rumo ao seu destino.


Se somos espíritos encarnados e em cada encarnação assumimos uma nova forma ou uma nova identidade que é moldada pelo ambiente que nos cerca e pelas escolhas que fazemos, então quem sou eu realmente? Acredito que o verdadeiro "Eu" é a soma de todas as experiências de todas as nossas encarnações anteriores.


Mas como acessar esse conhecimento que existe em nós?. Oxóssi, com certeza tem a chave e nos impulsiona a buscá-la.


Estar em perfeito alinhamento com esse Orixá permite que saibamos uma pequena fração do que Ele sabe, assim como manifestar no plano físico o que Ele manifesta em todo o universo.


O chakra Frontal, sede das forças mentais superiores, da aptidão intelectual, da memória, da consciência é associado a nosso Pai Oxossi, a expansão da consciência também faz aumentar nosso conhecimento sobre nós e sobre as coisas ao nosso redor.
É como olhar para uma semente e não ver somente ela mas sim uma grande arvore em potencial, vendo inclusive seus futuros frutos, sua cor, sua textura, seu cheiro, seu sabor.......


"...e quanto mais sabemos sobre ela(nossa origem Divina), maior é o nosso respeito para com a criação e mais solida é nossa fé em Deus, pois passamos a encontrá-lo em nos mesmos."


Nossa origem está em Deus, e sendo filhos deles cada um carrega uma herança genética Divina, ainda que só umas poucas religiões preguem isso aos seus adeptos.
Acredito que o papel de todas as religiões deveria ser o de despertar essa consciência de nossa origem Divina para a juventude atual do nosso país para que, quem sabe um dia serem adultos melhores no futuro.


Nesse ponto a Umbanda saí na frente.
Pegue como exemplo uma criança nascida num berço Umbandista, que desde de pequena vê que Deus está na Natureza e que Ela é a beleza Dele manifestada.
Essa criança participa das Giras nas matas/praias/cachoeiras e conscientemente associa esse ponto de força como um altar ou Templo natural de Deus. Quando ela se tornar um adulto, ela vai respeitar e amar a natureza, pois ela sabe que lá é a casa do Caboclo/Erê/Encantado/Orixá. Agora imagine pegar a mesma criança e ela tiver nascido em uma religião mentalista ou abstrata, onde dizem que Deus está dentro de um templo de tijolos, sem cor, sem cheiro, sem dança, sem beleza e onde é pregado que a Natureza foi feita para servir ao homem como uma espécie de matéria prima de consumo.
Onde a ausência de conhecimento estiver lá estará a ignorância para com as coisas divinas.


Tenho uma teoria de que no futuro só a Umbanda salvará a Natureza. 
Pois somente se o homem entender que a Natureza é a parte visível de Deus, que ela é Sagrada, é que talvez ela não venha a desaparecer. Hoje vemos muitos dirigentes Umbandistas compram pedaços de terra com matas nativas para assim poderem fazer seus Cultos, pois nossa associação do Sagrado para com a Natureza vem de berço.


Que nosso Pai Oxóssi desperte a consciência das coisas divinas em todos nos, para que assim os nossos Templos Naturais, tais como cachoeiras, praias, montanhas, mangues e matas não acabem.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A Ordenação - Mensagem do Caboclo Rompe Mato


Na Criação Divina, tudo segue obedecendo à Ordenação. E qualquer intenção ou atitude que pretenda contrariar isto, mais cedo ou mais tarde será apanhada pela Tela da Lei, para a devida correção, em benefício do bem comum e do próprio infrator.

Mas como seguir a Lei Divina, em meio ao caos aparente da vida humana? Como fazer isto, se de quando em quando alguém que merecia a nossa confiança e amizade nos surpreende com atos de traição, escondendo-se em “pele de cordeiro” para nos atacar covardemente? Como sobreviver em paz e segurança, em meio a essas “quintas colunas”?

Uma coisa é certa: esses “inimigos” estão muito próximos de nós. Justamente porque têm pouca ou nenhuma capacidade espiritual. São medíocres. E os medíocres só alcançam― e quando alcançam― aquilo que está perto das suas garras... Não se capacitaram a atingir metas de médio e de longo prazo, de longo alcance. Por isso, mortificam-se na inveja contra aqueles que vencem as próprias limitações, trabalhando e trabalhando, até atingirem objetivos maiores e mais elevados.

Enfermos da alma, os invejosos não compreendem que também poderão alçar voos mais altos, a partir do momento em que a isto se dediquem. Porém, como não se empenham, querem destruir e macular os trabalhadores do Bem. Mas tal possibilidade não existe dentro da Criação Divina. O que muito acontece é que “o vento da maldade” sopre e, por momentos, pareça tirar tudo do lugar.

Porém, vamos recordar que o elemento Ar pertence ao Trono da Lei Maior! Então, no final das contas, aquela “ventania” vai acabar colocando a descoberto os autores da maldade. O caos aparente é “a faxina do Astral” e, enquanto está sendo feita, tudo parece meio que perdido. Mas a Ordenação Divina está presidindo este trabalho, que terminará banindo e levando para o seu lugar de origem e merecimento tudo o que não pertence à Lei. E a maldade voltará para os infratores, que são os seus criadores e, portanto, merecem tal “prêmio”...

Quando tudo à nossa volta pareça desordenado, varrido por um “tufão”, fiquemos atentos: a Lei Maior está realizando um trabalho de “faxina Astral”, limpando de nossas vidas tudo o que é daninho, tudo o que estava oculto, para nos poupar de um dano maior, e já preparando caminhos de realizações mais altas.

Bendito seja o Divino Pai Ogum, que sempre esteve e estará à nossa frente, e atrás, e à direita, e à esquerda, e no centro, bem como em torno de nós, abrindo caminhos na Lei e pela Lei! Bendita seja a Sua Espada de Luz, que nos protege da maldade! Benditas sejam as Suas Armas, que combatem por nós, por todo o sempre!

Que nos momentos mais difíceis, saibamos nos entregar à proteção do Divino Senhor da Lei, perseverando no Bem e confiando na Sua Guarda Soberana.

►Para invocar as bênçãos de Pai Ogum, convido os filhos de fé a que pratiquem um exercício:

●Pela manhã, e se possível também ao meio-dia e antes de se deitarem, lavem por três vezes as mãos e os braços até a altura dos cotovelos, em água corrente;

●Em seguida, lavem a boca, fazendo bochechos, também em água corrente e por três vezes;

●Feito isto, fiquem de pé, afastem ligeiramente os pés, abram os braços para o alto (dando ao corpo o formato de uma estrela de cinco pontas), e pronunciem em voz alta, por três vezes, o Nome do Divino Senhor da Lei, saudando-o:

“SALVE NOSSO PAI OGUM!
OGUM YÊ, MEU PAI!”

Esse ritual simples, se realizado com Fé e reverência, nos coloca sob a Irradiação direta de Pai Ogum, quebrando toda e qualquer cadeia de negatividade e maldade que possa estar nos envolvendo. Aqueles que agem com honra serão abençoados e amparados; e os que assim não procedem serão encaminhados pela Divina Mãe Yansã para um caminho de regeneração. 

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Uso de Guias ou Colares na Umbanda


O uso de guias e colares é tão antigo quanto a própria humanidade.
Todos os povos antigos  adotavam o uso de colares, confeccionados com os mais diversos materiais: Pedras, sementes, dentes, penas, garras de animais,conchas, pedaços de ossos, etc.
Os colares consagrados eram usados  como protetores  contra o mundo sobrenatural inferior,  ou contra o perigo de animais e insetos  venenosos ou os maléficos feitos por outras pessoas.
Então que fique claro que o uso religioso de colares e guias NÂO pertence a Umbanda ou ao Candomblé, pois varias civilizações os usavam inclusive os índios aqui no Brasil.
Na fundação da Umbanda , logo após vir o caboclo das 7 encruzilhadas, um preto velho se apresentou como Pai Antonio, foi ele quem sugeriu o uso dos colares para os médiuns umbandistas. O uso de guias e colares tem fundamento mágico e deve ser aceito  por todos os umbandistas  como um dos fundamentos da nossa religião. E como tal deve ser respeitado não usando eles fora das giras ou para atividades que não tenham caráter espiritual. Os colares consagrados aos Orixás recebem uma imantação deles durante os rituais, é como se eles fizessem um empréstimo do seu poder ao Médium e é importante tratar não só as guias ou colares, mas qualquer outro objeto consagrado tais como: Espadas, pedras, maracás, punhais, etc. Pois senão os Orixás ou as Entidades recolhem esse poder e o instrumento passa a não ter nenhum poder de realização.
Um colar é um circulo maleável e flexível que se abre ou fecha-se segundo os movimentos do seu possuidor, ele é um espaço mágico que ao ser consagrado pode ter muitas funções. Ele fica com o poder do ponto riscado, só que mais pratico,  pois pode ser carregado para vários lugares e é muito fácil de ser usado. Nas consagrações dos colares eles recebem uma imantação dos orixás, por isso é comum eles serem usados para desenvolvimento mediúnico quando uma entidade coloca o colar no médium, isso serve para que ele receba um fluxo maior de energias elevando assim seu padrão mental,  onde facilitará  a incorporação da Entidade ou do Orixá correspondente.
Na nossa casa o uso dos colares são adotados e cada um é consagrado pelos guias ou pela Dirigente Espiritual. As cores de cada colar indicam qual orixá a ele foi consagrado. Há ainda os colares que os guias pedem para serem usados durante os atendimentos espirituais como, por exemplo, os colares de olho de boi,olho de cabra, ou coquinho,etc.
Não é recomendável usar um colar que você acaba de comprar numa loja, pois ele precisa da consagração ou do cruzamento dele, pois só assim ele poderá ser usado como um protetor ou instrumento mágico nas mãos dos guias espirituais, mas se ele for usado somente como um adorno, aí não há problema nenhum.

Um dos principais usos dos colares é para proteção do médium nos trabalhos espirituais contra energias negativas ou cargas que são trazidas pelas pessoas que são atendidas pelos guias espirituais.
As Entidades quando consagram colares  para seus médiuns ou para consulentes, o imantam com uma vibração especifica  que os tornam  repulsores  ou anuladores  de projeções energéticas negativas, tais como: inveja, quebrando, mau-olhado, etc.
Bibliografia: Livro Formulário de Consagrações Umbandistas – Rubens Saraceni
                        Sociedade Espiritualista Mata Verde -
http://www.mataverde.org/ead/index.php

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Uso do Álcool


Abaixo segue o tema do 2º Encontro do Grupo de Estudos sobre Umbanda do realizado no Templo Luz e Amor de Mamãe Oxum:
Uma das coisas que faz com que muitos tenham preconceito e até aversão a Umbanda é a utilização de bebidas alcoólicas pelas entidades. Antes de explicarmos a razão e os mistérios desse fundamento, vamos fazer um paralelo com outras religiões. Qual foi um dos milagres de Jesus Cristo, a água transformada em vinho. Na Igreja Católica Apostólica Romana e nas Católicas Ortodoxas no sacramento da eucaristia o pão representa a carne de Cristo e o Vinho representa o sangue de Cristo, em uma ação que remete à última ceia, demonstrando a união de todos, a comunhão dos fiéis com o filho de Deus.
Em muitas religiões da África o vinho de palma, entre outras bebidas com teor alcoólico, são usadas de forma ritualística e sagrada. Em religiões e cultos xamânicos e ameríndios, em situações determinadas muitos pajés, fazem uso de bebidas fermentadas. Enfim, diversas são as religiões que se utilizam da bebida alcoólica como um de seus fundamentos. Na Umbanda não é diferente, o álcool tem um significado e uma utilização clara e com muito fundamento.
O álcool também traz os mesmos elementos: vegetal (de sua origem na cana), terra (que sustenta a cana), fogo (sua potencialidade para combustão), ar (por ser um tanto volátil) e água (pois se trata de um liquido). É da própria constituição que se assemelha ao éter, e assim à passagem do plano material para o etéreo, visto que ele evapora muito mais rápido do que a água em temperatura ambiente.
Não só do ponto de vista magístico, mas de outros pontos de vista existe a razão da utilização desse elemento.
Aqui no plano material o álcool possui muitas utilidades destacando:
Comprovadamente é um anti-séptico, ou seja, limpa e desinfeta regiões.
É utilizado como desinfetante. Junto com a água serve como excelente diluidor.
O álcool 70 (álcool a 70%) é muito utilizado em hospitais e clínicas para a limpeza (assepsia) das mãos e de balcões e utensílios.
O álcool de cereais é utilizado em muitos medicamentos para a sua conservação e diluição. Ainda hoje se utiliza ele como forma de extrair os princípios ativos de plantas medicinais esses preparados são conhecidos como tinturas.
Se aqui na matéria ele tem essas propriedades no plano espiritual também existe essa correlação, por exemplo:  quando se coloca uma bebida numa oferenda a entidade trabalha com os mesmos  princípios só que no plano espiritual. Quando se coloca velas ao redor da oferenda  a entidade combina o elemento fogo realizando um trabalho higienizador na aura da pessoa ou da casa dela. Quanto a necessidade das entidades beberem é porque caso contrario o magnetismo da entidade absorve muita energia do corpo do médium.Quando uma entidade incorpora ela trabalha com energias do corpo do médium, principalmente durante os passes.
É muito comum vermos entidades que bebem uma garrafa de pinga inteira e deixam o médium em perfeitas condições, se olharem de perto verão que essa entidade trabalhou muito seja dando passes,dançando, curando, fazendo descarregos, etc...
A bebida que o médium ingeriu gerou energia e a entidade direcionou essa energia pra algum lugar (no caso o trabalho que ela realizou) pois sabemos que na natureza nada se perde tudo se transforma, logo não é de se estranhar quando vemos um médium ingerindo  muita bebida e sua entidade não trabalhou suficientemente para direcionar essa energia, restando ao corpo do médium absorver o excesso causando a embriaguez do mesmo.
Quando uma entidade cruza uma bebida e dá um pequeno gole para o consulente significa que ela está trabalhando com a bebida de dentro para fora do corpo da pessoa, é como se fosse um remédio antibiótico que trabalha a enfermidade de dentro para fora.
Os nossos guias espirituais sabem manipular esse elemento e de forma alguma nos induzem a ingerir mais do que eles precisam, eles não "bebem" no sentido vulgar da palavra, muito menos tem apego a bebida.
Fonte: http://deusamorehumildade.blogspot.com/2010/11/uso-do-alcool.html
Bibliografia: Livro Arquétipos da Umbanda – Rubens Saraceni

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Gestos Ritualísticos


Durante os os rituais Umbandistas é comum observarmos certos gestos e posturas dos médiuns dentro do Templo que num primeiro momento parecem não ter sentido, mas observando com mais cuidado percebemos que há um fundamento por de trás de cada gesto, abaixo segue um texto compilado por mim e que foi usado no grupo de estudos realizado no dia 08/10/2011:
Gestos ritualísticos:
1ª) Saudação aos Orixás Cultuados na Casa: 
É feita uma saudação aos Orixás cultuados na casa sendo eles: Oxalá, Oxum, Oxossi, Xangô,Ogum, Nanã, Obaluaye, Iemanjá,Iansã, Cosme e Damião(Ibeji),
normalmente quando é saudado o Orixá de frente do filho de Fé, este se abaixa e cruza o solo saudando-o e logo em seguida leva a mão direita a frente da testa e a mão esquerda na parte de trás da cabeça num gesto simbólico de reconhecimento e devoção para com seu regente na atual encarnação.
2º)A abertura da cortina significa a abertura do lado sagrado do templo onde simbolicamente os Orixás que estão representados nas imagens do Congá(altar)  se fazem presentes naquele momento para o culto.
3º)O ato de “bater cabeça” significa a total entrega do filho de fé para Olorum e para os Orixás regentes da casa, esse gesto é muito significativo pois ao se deitar o filho de fé entrega o seu livre arbítrio a Olorum e nesse mesmo instante pede que o faça um instrumento da sua vontade. Quando o filho de fé se deita na frente da dirigente, ela cruza as costas do filho de fé, num gesto que simboliza a abertura do lado sagrado dele para com as divindades e também para que dê a ele proteção nos trabalhos espirituais que irão começar.
Quando batemos cabeça ao dirigente estamos reconhecendo sua hierarquia, sua investidura espiritual, outorga de trabalhos e declarando nossa entrega a seu trabalho, reconhecendo a importância do mesmo.Neste momento o sacerdote pede a Deus e a seus guias e orixás que abençoem este filho (médium) que lhe saúda, reverencia e homenageia. Neste momento acontece algo pois o sacerdote de Umbanda possui uma investidura sacerdotal inserida na hierarquia espiritual a qual faz parte e da qual seus filhos também fazem parte, no momento em que batem cabeça estão reconhecendo não apenas seu sacerdote e sim toda sua hierarquia assentada a partir do que se mostra no campo espiritual, seus guias e orixás, a qual se estende de grau em grau até alcançar os Orixá Maiores e o Divino Criador. Logo ao bater cabeça as bênçãos, vibração e amparo vem do alto do altíssimo e cobre o médium com os mistérios, energias e amparo de acordo com a hierarquia a que faz parte. Neste momento sua hierarquia pessoal também o ampara e abençoa. Pois bater cabeça é também um pedido de benção.  Bater Cabeça é algo extremamente simbólico e agregador de sentido para nossa religião e nossas vidas, que cada um de nós tenha orgulho de Bater Cabeça a seus Dirigentes, Mestres, Sacerdotes, Guias, Orixás e Deus.
Após saudar o Atabaque, o filho de fé caminha de volta para o seu lugar sem virar as costas para o conga, esse é um ato de respeito para com os Orixás pois como eles  estão de frente para o médium este não pode lhe virar as costas.

4) Saudação das  Forças da casa: Entrada do Templo, Assentamento de Pai Ogum e Pai Obaluaye,Exú, etc..., é uma forma de louvar e reconhecer os poderes que estão assentados no Templo, o ato de saudar põe o médium em sintonia com as forças da casa, mesmo que ele não as veja, quando ele sauda as saúda uma irradiação desce sobre ele e passa a atuar no sentido de reequilibra-lo.
Quando o medium saúda a entrada do templo cruzando o solo, este pede licença para entrar no lado sagrado do templo, procedendo desta forma a espiritualidade do templo o reconhecê e o ampara dentro da casa.

Fonte: Curso Teologia de Umbanda Sagrada – Colégio de Umbanda Sagrada Pena Branca